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Stay hungry. Stay foolish.
Publicado em 03.05.2018 // 0 Comentário
Stay Hungry. Stay Foolish.

Por que é que quando nos tornamos “chefe”, na maioria das vezes, somos surpreendidos por problemas inesperados e temos nossas expectativas frustradas?

Vejo duas respostas, bem claras, para isso. Por um lado ser responsável pela gestão é diferente de tudo o que você  já fez antes. Soma-se a isso que  tornar-se gerente requer um grande aprendizado pessoal e mudança comportamental.

Vamos aos detalhes: para que você se torne um bom gerente é preciso superar o abismo que separa o trabalho da administração das tarefas de seus executores individuais.

Muitos pensam, em princípio, que gerenciar pessoas será uma extensão do gerenciamento de suas próprias atividades. Com isso acabam assumindo que farão o que faziam anteriormente: gerenciamento de tempos, atividades, relatórios, prazos e relações. O que não deixa de ser verdade.

No entanto, o que muitas vezes é esquecido, é o grau de controle sobre o que se estabelece: antes era necessário exercer controle sobre “coisas”, prazos, atitudes pessoais e, a partir do momento em que passam a um cargo de liderança, as pessoas acabam imaginando ter que exercer controle sobre pessoas!

Mas é aí que entra o X da questão. Conseguimos controlar pessoas? Claro que não! O máximo do “poder” que temos sobre elas é no sentido de influenciá-las a fazer aquilo que queremos/precisamos que seja feito.

Uma coisa eu posso afirmar: quanto antes você aprender, na posição de gerente, que o seu papel é, em grande parte, influenciar sua equipe – seja ela do tamanho que for – para realizar os seus objetivos, antes você vai ter sucesso.

Mas será que estamos falando da tão discutida motivação? Sim e não. Muita gente acha que o negócio é motivar a equipe, as pessoas. E sobre isso, precisamos entender o seguinte: ninguém motiva ninguém! O que se faz é entender em que ponto a motivação de um membro do meu grupo se conecta ao porquê devemos atingir um objetivo.

De maneira bem simplória: é preciso fazer com que as pessoas do meu time entendam em que momento aquilo que quero que elas façam contribui para aquilo que querem da própria vida. Aí a tão perseguida motivação acontece. Isto é, motivação não é uma coisa que você gera, mas que você atinge através de observação e alinhamento.

Em outras palavras: é preciso conhecer as pessoas da sua equipe, se importar em entender aquilo que as mobiliza e o que as faz caminhar. Além disso, é preciso conhecer bem os objetivos de sua empresa/gerencia/diretoria ou, o que for que você lidera, e principalmente, conhecer o que te mobiliza. Sim! Assumir um cargo de liderança envolve conhecer não só aquilo que você faz bem mas, também, aquilo que te mobiliza. Para reconhecer isso é preciso deixar o pudor de lado ou sua análise não terá sido verdadeira e o reflexo será visto na sua equipe.

Muitos gerentes, por exemplo, são acusados ​​de serem obcecados por controle, porque não delegam. Porém, o desejo de controle nem sempre é o vilão da história. Muitas vezes o problema é o modelo mental que se estabelece. Por exemplo: a definição de ‘ser produtivo’, quando se está na posição de gerente, é completamente diferente de ‘ser produtivo’, quando se é um membro da equipe. As responsabilidades, e principalmente as atividades, são distintas em cada papel, e o que acontece é que, muitas vezes, estas questões não são bem definidas.

Então como se resolve isso?

Tornar-se um líder/gestor/empreendedor requer tanto aprendizado pessoal, e mudança de comportamento, que é quase uma transformação de vida. Ser eficaz como gestor exige que você aja e pense, sob novas perspectivas, fazendo com que descubra novas fontes de satisfação e abandone papéis antigos e confortáveis.

E lembre-se: uma transformação como essa não acontece do dia para a noite, e demanda tanto tempo e esforço que é útil pensar nisso como uma jornada. As mudanças podem ser profundas e pessoais, sendo assim, exigirão tempo para se enraizar ao nosso comportamento. Então, não se preocupe, com o tempo você vai progredir, errar e aprender a concertar. É um processo de aprendizagem como qualquer outro.

Infelizmente, o que vejo muitas vezes é que a maioria dos gerentes começa a progredir, mas muitos não conseguem concluir suas jornadas. Começam a se sentir intimidados para mudar e aprender, devido ao desconforto inicial, mas à medida que começam a aprender “como a banda toca”, o medo de fracasso iminente logo desaparece e aí vem aquele fator que pode melar tudo: a autoconfiança. A maestria completa vem devagar, como em qualquer ofício sério, e requer progresso e atenção constantes, em um mundo que continua lançando desafios e oportunidades cada vez mais complexos.

Todos nós conhecemos gestores altamente competentes que se consideram aprendendo mesmo depois de anos de experiência. Que tal escutar o que Steve Jobs tem a dizer sobre isso?

“Ser demitido da Apple foi a melhor coisa que poderia ter acontecido comigo. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser um iniciante novamente. [Isso] me libertou para entrar em um dos mais criativos períodos da minha vida.”

O pulo do gato está, justamente, em achar que o pulo nunca acabou.

Stay hunger. Stay foolish.

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