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Conflitos: Um mal necessário?
Publicado em 12.06.2018 // 0 Comentário
Conflitos empresariais

A gente sabe que é impossível evitar discussões dentro do ambiente de trabalho. Bastam duas pessoas com visões diferentes que logo aquele “climão” pode começar a surgir. Mas, afinal, será que o conflito é o bandido ou o mocinho da historia?

Conflitos podem ter efeitos negativos e positivos, dependendo de como eles são tratados. Aqueles que não são bem gerenciados podem ser muito prejudiciais para a equipe, mas se soubermos lidar com a situação, ele pode ser uma ótima ferramenta para um trabalho produtivo e servir de incentivo para muitos, afinal, estes momentos podem estimular o pensamento crítico, a inovação e a criatividade.

Discussões são naturais e, muitas vezes, são inevitáveis. Dificilmente veremos um time totalmente integrado, com perspectivas, objetivos e expectativas únicas, na maior tranquilidade do universo. O maior desafio, e risco associado ao conflito, é fazer com que estas situações sejam construtivas, para todos, em vez de se tornarem uma dor de cabeça.

Os entraves podem ter um impacto positivo nos times quando são vistos como um agente de mudança, em potencial, e as razões para incentivá-los podem ser muitas:

1. Estimular o pensamento crítico

Quando um indivíduo desafia a direção da equipe ou leva exceções a uma proposta oferecida, os envolvidos tem a oportunidade de reexaminar suas próprias idéias.

2. Inovação e criatividade são desencadeadas

A diversidade de idéias pode motivar a equipe a trabalhar com novas alternativas criativas.

3. A estagnação do grupo é minimizada

Opiniões e idéias contrárias aumentam a amplitude e a profundidade do entendimento de cada membro do grupo.

4. Debates saudáveis e discussões energizam a equipe

A excitação e energia servem como“molas” para aumentar a motivação e o envolvimento do time na resolução da tarefa ou problemas.

Obviamente nem tudo são flores. Gerenciar estes tipos de eventos não é tarefa fácil. Requer muito trabalho, tempo e não isenta as barreiras e riscos que isso pode gerar. Um conflito mal direcionado pode gerar animosidades, mágoa, mal-entendidos, decepções e queda de rendimento.

Existem cinco estratégias para confrontar os comportamentos disruptivos, cada uma com seu nível de intervenção:

1. Não faça nada (não intervenção)

Ignore a ação. Particularmente quando não existe um problema crônico ou que não parece inibir a equipe.

2. Conversa “offline” (intervenção mínima)

Fale com a pessoa em particular e pergunte o que aumentaria sua satisfação com a equipe. Dê o seu feedback construtivo.

3. Reunião impessoal em grupo (média intervenção)

No início da reunião, fale sobre a equipe em geral, suas preocupações com o processo, mas sem apontar os indivíduos. Incluindo os comportamentos de conflito na lista de pontos abordados.

4. Confronto indireto (média intervenção)

Essa é a mesma abordagem da conversa offline, com exceção de que quem faz isso é mais assertivo. Isto é usado quando outras tentativas já falharam.

5. Confronto em grupo (alta intervenção)

Como último recurso, depois de outras abordagens falharem, o líder pode lidar com determinado comportamento na presença da equipe, expondo o comportamento de um indivíduo para abrir críticas da equipe. Essa tática pode ser efetiva, mas também pode ser um desastre. A equipe deve ser preparada, cuidadosamente, sobre como encaminhar a reunião, para evitar atitudes defensivas, hostis ou, pior, de mais conflitos.

A expulsão da equipe não é recomendada, pois pode criar um estigma que permanecerá com a equipe e acaba por rotular, o membro expulso, por um longo tempo.

O que se deve ter em mente é que, no trabalho em equipe, sempre haverá diferentes ideias e propostas para resolver um mesmo problema ou atingir um determinado objetivo. Para que isso seja otimizado, todos os membros do time precisam entender que conflitos não são bons e nem ruins. O desafio é incentivar a diversidade sem incentivar a tensão interpessoal, para que o trabalho se torne construtivo ao invés de destrutivo.

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